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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

QUANDO DÓI É PRA VALER


Busquei no tempo
Palavras, silêncios, canções
E orações
Que pudessem te traduzir

Visitei amigos
Conversei com pessoas
Revivi memórias
E não pude me traduzir

Esse tempo e o espaço
Que me separam de ti,
Minha mãe,
São anos luz!

Sendo assim
Só me restam as lágrimas
E um vazio no peito
Que solidão solidão!
.Sandra May

Postagem com nova edição, do blog, Letras Que Se Movem

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

CAIXA DE PANDORA















De tanta repetição
A prece já se converteu em reza
E minha oração
Arrastada ladainha
De vela queimando mão
Segue seu ritmo.

Estranha canção
Feito beata velha
Pano na cabeça, rosário na mão
Prossigo insistindo...

E tal como idólatra,  clamo a estrela real:

-Sol, fonte de todas as cores,
 Eu só tenho o meu sonhar
Não me leve a esperança
Como em caixa de Pandora
Deixa meu verde ficar!
Sandra May

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domingo, 18 de dezembro de 2016

CAÇA E CAÇADOR


             

Melhor mesmo
é se embriagar de poesia
que afasta o mau humor

Quando a caça "vira" caçador

o final da história
já tem rima pronta...

Sendo assim

evitar qualquer afronta
é bom senso, meu senhor!
Sandra May

Postagem original do blog, Letras Que Se Movem

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sábado, 17 de dezembro de 2016

PROPOSTA

Proposta




 Eu desato os nós
 Enquanto você me enrola os novelos
 Dos fios de lã
 Em seguida e em par
 Teceremos o tapete
 Vamos ao tear...

 Agora sim, já podemos viajar
 Vamos até Pasargada?
 Lá, eu também sou amiga do rei
 Mal posso esperar!!!

 Na volta, podemos fazer uma parada
 Lá em Madagascar
 Que pra ser bem sincera
 Não sei se é pra cá ou pra lá
 Sei que é uma ilha.

 Vai ser "A viagem"
 Eu, você e um tapete
 Sonhos pra realizar.

 Confia!

 Anjos de asas translúcidas
 Irão nos proteger
 Nenhum míssil poderá nos atingir
 Porque tem muuuuita magia no ar!
 Sandra May

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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

VIVENDO DE HIPOCRISIA




Todo dia é dia
De matar um leão por dia
De tanto cinza e asfalto
Dos reluzentes autos
Circulando por várias vias
Viadutos
Vales.

De tanto assalto
de sangue e salto
Os palhaços nem se dão conta
Da fumaça 
Dos seus canos de descarga
Dos canos da desgraça
Desgraça!
Desgraça!
Desgraça!

Sufoco, suor e pele ressecada
De tanto ar quente e ar frio
De tanto ar frio e ar quente.

Vida levada na porrada
Tiro pra todo lado
Fuzil, a arma pesada
Nas mãos de pessoas indiferentes
Que acorda a gente no melhor do nosso sono
Quando sonhamos...???
Na madrugada.

Amanhece, olho o céu
Reconheço que estou viva
Dou graças a Deus.

Preciso escrever qualquer poesia
Que seja um "Bom dia"
Juntar todas as minhas forças
Matar o leão da vez.
Sandra May

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domingo, 11 de dezembro de 2016

E CHOVE EM TODA A CIDADE

Chuva na janela 2




Nem mais um passo
Não se arrisque nem esqueça
Pode dar dor de cabeça
Que pena... 

Hoje o dia está pra um abraço
Um laço forte
Com cheiro de chuva
Cheiro de terra encharcada
Sombras e cortinas fechadas 
Hoje é dia de sonhar!
Sandra May

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

ÁGUIA



POEMA, ÁGUIA, CÉU, PLANAR, CARAVELA

Em lençóis de voil 
Do mais puro azul
Plana ela
Feito em águas mansas,
Caravela
   Pouco vento
   Leve arrepio
  "Na dela!"
Sandra May

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AMOR, AMOR, AMOR

Fonte de imagem: Geraldo Pannucci

Meu amor,
Sou lua
Satélite de ti,
Terra morena.

Amor,

Sou tua
Lua cheia e transbordante
Navegando contigo sempre

Amor, amor,
Ainda que estejamos distantes
Permanecemos assim unidos 
Por forças desconhecidas

Força da gravidade?


O universo, amor, é infinito
Um mistério..., seja prudente!

Amor, amor amor,
Meu amor!
Amor que é joia rara
Amor preciosa semente.
Sandra May

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 WOMAN


terça-feira, 29 de novembro de 2016

CHORA TODA A TERRA


IPB Image

A gUErrA
QuE FERe A tERRA
 aBALA mEU cORAÇÃO

hÁ gUErrA EM tODA A tERRA
POR uM pEDAÇo DE pÃO
DE cHÃO
pOR rELIGIÃO

HÁ gUERRA pOr UM  SIM
TANtO COMO pOR uM NÂo
HÁ HomENS SE MAtanDO...
DescoNhecM a PAlAvra irmão.

quANtO soLuço
QuE sOlidão!
Sandra May

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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

FALANDO DELA

ELA
qUEM É ela?
A tua sombra
A que tE vELA

Quem é ela?
TenhaMos CautELA...
peQUEnA OU grandE
Onde você esTIver 

A tele tela

La EStarÁ aquELA
Que não te dÁ Sossego
Que te ACOrrenTa
quem Te aPriSiona
nUma enormE Cela

No ônibus, no Mercado E NO seU  bANco
Não TeM coMo  escApAR  dEla
VigiLante NOiTe E dIa
UmA CadELA!

Tá no teU bolso, NA Tua boLsa
No traBALho e no Lar
Nas mãos que Em moviMentos FEbris
Não paRAM de tocar Nela

É a Tela
A tele - Tela
Que TE revELA
Nobre dONZela
A que nÃo te dá paz
NenhumA eSCApadELA
Sandra May/2014

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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

SÓ O TRAVESSEIRO TEM A RESPOSTA









A quem a cadela cria?
Por que o gato mia?
O que a tragédia anuncia?

Se eu não sei responder
Imagina você!

Sandra May/2014




sábado, 12 de novembro de 2016

MULHER


Sobre ser mulher
Imagem: Pixabay


Bom Deus ter me criado mulher
Não uma mulher qualquer
Fui criada para teste
De paciência e perseverança.

Bom ter nascido mulher

Mãe e menina
Sem destino ou sina
O que dá no mesmo...

Tenho síndrome do pânico mas sou corajosa

Como assim?
Dual e bem temperada
Nem muito açúcar
Nem pouco sal

Dizem que  "me acho"

E o que acho é que elas tem razão
Embora use palavras simples 
Que brotam do meu cérebro complexo


Completamente complexado

Traumatizado, violado          i s o l a d o.                                                                         
Aí dou um passo pra frente
E lamentavelmente, dois atrás.

Paciência, menina!

Repetia minha avó
Não é que essa frase me ajudou?
Vou levando, vou vivendo
Verde vida de esperança
Com os sonhos da mesma criança
Eu, a mulher que hoje sou.

Sandra Mayworm

Publicação original do blog Letras Que Se Movem

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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

DEVANEIO
















Esperei você por um longo tempo
Enquanto isso fui arrumando a casa
Sempre soube que viria
Estive te esperando sem pressa

Já arrumei a sala
Pus flores nas jarras
Tudo está pronto, enfim

A chuva molha o jardim
A chuva molha a mim também
E não espero nada além
De que você apareça ainda que em sonho
E silenciosamente seque os meus cabelos
Bem devagar e sem pressa... 
Sandra May/ 2014

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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

LUTO (Verbo)

Sol, tempestade

Luto hoje
Às vezes morro
Amanhã renasço

O sol sempre estará
Onde sempre esteve
Haja o que houver

E volto pros espelhos
A derramar as muitas águas...
Obrigada, Senhor!
Sandra May




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terça-feira, 1 de novembro de 2016

TEMPESTADE

Fogo

Mas se a noite for muito escura
Se não encontrar seu caminho nas estrelas
Se a lua estiver ausente
Se relâmpagos riscarem o céu de neon
Pode voltar!

E enquanto for necessário
Ou você escolher ser assim
Te acolho e te protejo
No meu mais total silêncio 
Acendo uma fogueira na caverna (Mulher de florestas que sou)
Até a tempestade passar.                                                 

 Sandra May

Postagem original do blog Letras Que Se Movem

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sábado, 29 de outubro de 2016

SEM PROMESSAS

Colagem co jornais

Não tenho passado nem futuro
Tão pouco presente eu tenho
Estou simplesmente num agora
Que já passou.

Meu devir que se repete
Se repete, se repete
Sempre a se transmutar
Metamorfose.

Consulto com frequência os espelhos
Não adianta tentar disfarçar
Confirma-se o já esperado
Ela não está mais lá.

Foi transmutando,  se convertendo
Uma borboleta fortalecendo as asas
Segundo à natureza
Nosso destino é voar...

Anexo vai o convite:

Se quiser vir junto comigo
De olhos fechados e coração aberto
Não faça cerimônia.

Posso te mostrar as flores mais belas
Aquelas que exalam singulares perfumes
Delicadezas.

Muitas palavras não te prometo
Prefiro os longos silêncios
Tagarelar não é minha praia e nem gosto de carnava!

Não te iludo
Eu te prometo o sol
Se hoje o sol sair.
Sandra MaY/ 2014

Postagem editada do blog Letras Que Se Movem 

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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

MÃOS EM DECOMPOSIÇÃO





Um dia você me contou
que suas mãos mãos já haviam partido rochas
trabalhando em uma pedreira 
Nada confidencial!

A dor e os calos provocados pelas pedras
não foram suficientes
pra cristalizar seu coração.

Hoje suas mãos
estão em decomposição.
A vida que vibra em tudo que há
e no que já foi
mantém o universo vivo e em ação.

As vezes chove,
outras vezes faz calor.
 Eu me pergunto:
"Quem me trará um pote de geleia hoje?
E outro pote de geleia amanhã?"

Nós todas aqui choramos, querido,
sentindo saudades suas.
Aprendemos a amar você
apesar de tantas diferenças e da distância.

Todos os seus segredos a mim confiados
comigo vão, dorme em paz e,
saiba que as lágrimas tem sempre motivos vários...
Nesse caso são de alegria
porque um dia pudemos rir juntos!

In memorian,  para Marcus Vinicius B. S. Costa
Sandra May / 2014

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